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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Fé irracional


Por : Annally Alves


Como temos falado sobre a ação da fé nas vidas humanas - vide nos posts anteriores: Fé & Longevidade , Cura através da fé: Será possível? e em OS DESAFIOS DA FÉ - vamos comentar agora sobre um outro ponto da fé: a irracional. Mas o que seria a fé irracional?

Segundo o fundador da Igreja universal do Reino de Deus, Edir Macedo, em seu programa de rádio, que vai ao ar na Rede Aleluia(99,3 FM), a fé irracional, acontece quando a pessoa não usa a inteligência, ou seja, "bitolada" em uma doutrina, e não é capaz de enxergar que a medicina e outras ações em prol do ser humano devem ser usadas na maneira de viver do cristão.

Para ser mais explícito, é quando uma pessoa acha que apenas acreditando no poder de Deus, sem ir ao médico, vai ser curada.

No texto Sagrado há inúmeras referências a inteligência que Deus deu ao homem, uma delas é citada em Gênesis, o livro que fala da criação da terra, dos animais, e da vida humana, diz: "Deus criou o homem à sua imagem e semelhança” (Gênesis 1:26), isso nos faz acreditar que o homem é capaz de desenvolver inúmeras habilidades, inclusive a medicina. Logo, a fé inteligente, de acordo com o bispo, é se aproveitar desses recursos para, inclusive, a manutenção da própria vida. Afinal se o médico é capaz de tratar, é porque Deus deu sabedoria suficiente para alguém, no passado, desenvolver este tipo de "habilidade."

Infelizmente há muitas pessoas em diversas igrejas evangélicas que se recusam a passar por cuidados médicos quando estão enfermas. E há casos de pessoas que sofrem danos irreparáveis à saúde, ou morreram por se recusarem a ouvir um médico.

Um estudo feito pelo médico Riad Yunes com três mil pacientes de câncer de mama no Hospital do Câncer de São Paulo mostra o quanto essa possibilidade é real. Segundo o trabalho, 20% das mulheres preferiram fazer tratamentos espirituais antes de se submeter à cirurgia e tomar os medicamentos indicados pelos médicos. "Quando voltaram ao hospital, três ou quatro meses depois, os tumores tinham dobrado de tamanho", diz Yunes.

Na contramão disso, dona Rosa, de 63 anos, teve câncer de mama, diagnosticado maligno, hoje está completamente sã. Ela disse que ao descobrir a doença foi conversar com o pastor da igreja que frequenta, "ele me orientou a fazer todo o tratamento médico, inclusive retirar o seio se necessário, porque Deus também está na medicina, dando inteligência para que os médicos curem." Ela ainda complementa, " porque na própria Bíblia está escrito que Ele nos ajudará, mas devemos fazer a nossa parte também, e a nossa parte, é seguir as instruções médicas."

Façamos a nossa parte, então.


Se você tem dúvidas, ou sugestões, comente em nosso blog.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

OS DESAFIOS DA FÉ


Por: Annally Alves
No primeiro post sobre o assunto FÉ & LONGEVIDADE, discutimos diversos estudos realizados sobre a influência que a crença exerce sobre o modo de vida de uma pessoa. No seguinte, Cura através da fé: Será possível?, trouxemos o relato de um jovem que afirma ter sido curado através da fé.
Hoje, vamos mostras algumas opiniões de especialistas do assunto.


A discussão sobre a espiritualidade e seus efeitos tem ganhado espaço em diversos veículos de comunicação aos longo de vários anos. Tanto que em meados de 2005, um novo campo do conhecimento foi criado, a neuroteologia. Na realidade, a neuroteologia já existe há muito tempo, as primeiras escritas são datadas de 1892, nos quais os textos falavam das doenças cerebrais, como a epilepsia e a ligação com o emocional. A neuroteologia é uma área de pesquisa que se dedica ao estudo da respostas das regiões cerebrais em face da fé e da espiritualidade.

Os cientistas, estimulados por essa realidade, procuram respostas para entender de que maneira esse sentimento interfere na manutenção ou recuperação da saúde. Há algumas explicações, e uma delas se baseia numa verdade óbvia: quem tem uma crença, tem uma qualidade de vida mais saudável. "Os estudos comprovam que a religiosidade proporciona menos comportamentos auto-destrutivos como suicídio, abuso de drogas e álcool, menos stress e mais satisfação. A sensação de pertencer a um grupo social e compartilhar as dificuldades também contribuiria para manter o paciente amparado, com melhor qualidade de vida", explica o psiquiatra Alexander Almeida, do Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP).

Mas para os pesquisadores, essa resposta é só o ínicio. O que eles querem saber, é o que se passa na intimidade do organismo humano, quando as pessoas oram, leem textos sagrados, como a Bíblia, e qual é o impacto disso na capacidade de criar defesas contra as doenças. Embora, os estudos não sejam conclusivos, acredita-se que esse acontecimento esteja relacionado a mudanças produzidas pela fé na bioquímica do cérebro."Setores do sistema nervoso relacionados à percepção, à imunidade e às emoções são alteráveis por meio das crenças e significados atribuídos aos fatos, entre outros fatores. Assim, um indivíduo religioso tem condições de atribuir significados elevados ao seu sofrimento físico e padecer menos do que um ateu ou agnóstico", explica o psicólogo e clínico João Figueiró, do Centro Multidisciplinar da Dor do Hospital das Clínicas (HC/SP).

Para Raul Marino Jr., um dos pesquisadores da área, neurocirugião, chefe do setor de neurocirurgia do Hospital das Clínicas de São Paulo e autor do livro " A religião do cérebro - editora Gente", "práticas como a prece, a meditação e a contemplação modificam a produção de substâncias do cérebro que tem atuação em locais como o sistema límbico, envolvido no processamento das emoções."

Nas faculdades de medicina, o tema começou a ser abordado, A Universidade Federal do Ceará, em 2004 abriu um curso opcional com duração de 20 horas. Segundo a criadora da disciplina, a professora de histologia e embriologia humana Eliane Oliveira, " a mudança está ligada a uma nova abordagem da escola médica, focada na humanização do relacionamento do médico com o paciente."
Há médicos que fazem questão de estimular a prática da espiritualidade com seus pacientes, um deles é Eymard Mourão Vasconcelos, da Universidade Federal da Paraíba e pós-doutorado em espiritualidade e saúde pela Fundação Oswaldo Cruz. Para ele, não há dúvidas quanto ao poder da fé para a recuperação dos doentes. "É preciso despertar a garra em portadores de enfermidades. Isso não se faz com conhecimento técnico, mas mexendo com a emoção profunda da espiritualidade", frisa.

Paulo César Fructuoso, cirurgião oncológico e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia, também usa a ferramenta da fé em seus tratamentos, mas ressalta que mesmo com a crença, "nenhum tratamento médico deve ser interrompido."

Essa declaração nos faz chegar a outro ponto importantíssimo, quantas pessoas não abrem mão dos cuidados médicos acreditando apenas em sua própria fé? E o que os príncipios bíblicos dizem a respeito? É o assunto do nosso próximo post.

E você caro leitor, já respondeu a nossa enquete? Participe deste blog deixando a sua opinião sobre este assunto. Até a próxima!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Onde Jesus Condena

Por ter escrito em seu blog que havia deixado o islã e se convertido ao cristianismo, o saudita Hamoud Saleh Al-Amri, 28 anos, foi preso em 13 de janeiro deste ano em Riyadh, capital da Arábia Saudita. O rapaz fora solto no último dia 28 de março e disse em seu blog que foi solto devido a uma certa pressão feita pelos Direitos Humanos. A Arábia Saudita permanece um país onde a expressão política é muito restrita, e somente uma versão do islamismo sunita pode ser praticada abertamente. Outras formas de islamismo e outras religiões são restringidas.

O Google e autoridades sauditas bloquearam o acesso ao blog de Hamoud, que em fevereiro voltou a ser visto devido a um levante público. Na Arábia Saudita, a pena de morte por apostasia à fé islã continua em vigor, embora não se tenha registrado casos da aplicação desta pena há alguns anos. Uma reforma política e religiosa tem sido aplicada no país sem sucesso.

Já o Brasil, um país não-laico por se dizer católico, o livre culto a outras religiões permanece livre. O cristianismo reformado chegou em terras tupiniquins pelos holandeses em 1625. Na época, o catolicismo reprimiu o protestantismo no Brasil levando os crentes à opressão e até à morte, mas não conseguiu disseminar o novo credo. Hoje, os protestantes somam quase 20% da população brasileira e segundo pesquisas, até 2045, serão 50%.

Embora seja chamado de "Fênomeno Evangélico", o crescimento de igrejas facilitou que muitas pessoas optassem por se converter ao protestantismo. Igrejas esquisitas ou diferentes, têm sido o grande atrativo: igrejas com pranchas, ringues, baladas, festas e raves, são o aperitivo para quem gosta de encontrar a sua tribo e vibe dentro delas. Por enquanto, no Brasil ainda não é crime poder demonstrar sua fé em qualquer deus, de qualquer maneira e em qualquer cidade e ou lugar. Em outros lugares, contudo, o cristianismo tem levado a muitos à uma nova Inquisição.

Com informaçãoes de Lagoinha.Com

Leandro Budugo é jornalista, tem seu blog pessoal 'BudugoLand!' e é colaborador do blog 'Vinde a Mim'.